2008-06-01

Riga

Finalmente chegou a hora de contar como foi a minha viagem à Riga, capital da Letônia. Eu sei que neste post eu prometi pro fim de semana, mas não disse qual. :-) Sei que é uma vergonha, fiquei quase um mês sem postar, mas as coisas têm sido meio corridas — e como tem feito tempo bom não tenho ficado muito em casa nos fins de semana: melhor aproveitar o sol enquanto posso.

Enfim, vamos lá.

Fomos pra Riga eu e mais 16 pessoas, praticamente uma excursão. Se não me engano entre todos tinham 10 nacionalidades: Brasil, Alemanha, França, Holanda, Rússia, EUA, Índia, Colômbia, México, e Irã. Alugamos duas vans e no primeiro dia de maio saímos de manhã cedo em direção à Estocolmo, pois nosso navio ia sair às 17h.

Depois de embarcar no navio e dar uma cochiladinha básica pra agüentar a noite inteira fazendo festa (eu tinha acordado às 5 da manhã), saí pra conhecer o navio por dentro e jantar. Depois da janta nos encontramos numa cabine pra dar uma “calibrada”, já que a maioria do pessoal tinha trazido álcool de casa (e comprar no bar era caro, pelo menos pra maioria que era estudante). Depois de enchido o tanque, fomos pro salão de festa do navio ver um show com dançarinas da Estônia, que por sinal são bem ajeitadinhas. :-)

Depois de algum tempo a agitação lá acabou e fomos prum outro local que tinha uma pista de dança, onde tinha um pessoal dançando — umas gurias da Letônia, inclusive — e por lá ficamos pelo resto da noite.

O navio chegou em Riga às 11 da manhã (hora local). Tínhamos que embarcar de novo às 16h30, pois às 17h o navio ia voltar pra Estocolmo. Eu tenho um amigo meu que mora em Riga (pra quem conhece, é o Gonçalo) e já tinha avisado ele que a gente vinha, assim ele já estava esperando a gente no porto pra nos servir de guia pela cidade.

Como não tínhamos muito tempo, não conseguimos ver muita coisa. Basicamente só andamos pelo centro, almoçamos, e demos mais algumas voltas. Achei a cidade interessante, embora pra falar a verdade não se tem muita coisa pra ver.

Andando pela cidade eu encontrei mais de uma vez gurias caminhando com uma flor na mão. Perguntei pro Gonçalo o que era aquilo, e ele me contou uma história interessante. As gurias de Riga são em geral bem conservadoras: pra elas não existe o conceito de “ficar”. O cara tem que bater um papo, pegar o telefone, convidar pra sair, essas coisas. No primeiro encontro o cara tem que levar uma flor e entregar pra guria, que sai toda orgulhosinha com o cara numa mão e a flor na outra. Parece 50 anos atrás! Daí eu comentei com ele: foi por isso que eu passei a noite inteira trovando uma guria da Letônia no navio, senti que ela deu moral, e na hora que tentei beijar ela não quis! :D Ele me disse: “pois é, pode esquecer beijar na primeira noite”. Se eu soubesse disso tinha tentado uma outra nacionalidade. ;-)

Bom, logo chegou a hora de voltar. Me despedi do meu amigo, embarquei no navio, e dei uma outra cochiladinha básica para poder aproveitar a noite. O plano era mais ou menos o mesmo da noite anterior (exceto que gurias da Letônia pra mim agora estavam fora): concentração, assistir ao show com as dançarinas, pista de dança. Quando fomos pra pista de dança tava rolando um karaokê. Um alemão tava a fim de cantar, daí botou o nome dele e mais 3 pessoas. Quando chegou a vez dele, vi que me chamaram também — tinham botado o meu nome! Subitamente estava eu em cima do palco, e nunca tinha ouvido nem falar na tal música que eu tinha que cantar. O pior: eu estava compartilhando o microfone com um francês, que por sinal também tava lá porque o alemão botou o nome dele, e também não fazia a mínima idéia de qual era a música. Todos sabemos que o álcool nos faz cantar melhor, principalmente quando a gente não sabe a letra, então minha performance foi excepcional. A platéia não gostou muito, mas azar deles não ter bebido.

Acho que depois disso resolveram acabar com o karaokê, e abriram então a pista de dança. Ficamos ali dançando e tal, e na pista conhecemos duas gurias suecas bem simpáticas. Elas ficaram juntas com a gente, conversamos bastante, e quando nos demos por conta já estava amanhecendo. Resolvemos ir pro lado de fora do navio ver o nascer-do-sol. Quando fui pegar meu casaco, a surpresa: meu casaco tinha sumido! Deixei ele na cadeira quando estava dançando, e alguém pegou. Procurei em tudo que era lugar, mas nada. PQP!

Bom, agora foi. Fomos pro lado de fora igual, devia estar uns 3 graus (mas com o vento parecia menos) e eu de manga curta. A sorte foi que as gurias também estavam com frio e elas foram na cabine delas pegar um cobertor, que eu compartilhei. Mesmo com o cobertor eu estava morrendo de frio, então agüentei apenas 1h e tive que descer pra cabine ou eu ia congelar ali.

Chegamos em Estocolmo às 11h de sábado, dia 3. Tentei falar com o pessoal do navio pra ver se tinham achado um casaco, mas nada. Eu gostava daquele casaco! Conformado, desembarquei do navio e saímos aproveitar o dia lindo que estava fazendo para caminhar pelo centro.

De tardezinha fomos pra casa do Niklas, meu amigo sueco que mora em Estocolmo, e fizemos um churras (de grelha). Depois resolvemos ir numa boate, nos arrumamos e fomos pro centro. Quando chegamos no local, todo mundo entrou menos um: barraram o Niklas, o único sueco do grupo! Pra quem não sabe, aqui os seguranças escolhem quem entra ou não nas festas. Se não vão com a tua cara, tu não entra. Por algum motivo não foram com a cara do Niklas e ele não entrou. Bom, todo mundo então saiu e tivemos que achar outro lugar. No fim acabamos achando outro, mas era já 1h passada e os troços fecham às 3h, mas foi o suficiente pra nos divertirmos um pouco.

No domingo demos mais umas voltas por Estocolmo e à tarde voltamos pra Ronneby. Cheguei em casa aí pela 1 da manhã, cansado mas feliz. Me diverti bastante.

P.S.: As fotos de Riga estão aqui. Não tem muitas, pois fiquei apenas algumas horas na cidade.