2009-12-09

“Apaixonado por carro como todo brasileiro”

Lembram dessa frase nas propagandas da Ipiranga? Já faz algum tempo que quero blogar sobre uma diferença cultural que percebi quando vim para a Suécia, mas a preguiça nunca me deixou. Hoje vi um post interessante no blog Dinheirama e resolvi arregaçar as mangas e finalmente escrever sobre o assunto.

Tenho que confessar: nunca fui lá muito interessado em carros; carro para mim sempre foi um meio de transporte capaz de levar-me do ponto A até o B. Claro que é muito legal ter um carro bonito, lembro que no Brasil eu gostava muito do Peugeot 206 e é óbvio que gostaria de ter uma BMW ou Audi ou então uma Ferrari ou um Porsche (posso sonhar, não posso?). E eu gosto de dirigir, a primeira coisa que fiz quando completei 18 anos foi tirar a carteira de motorista.

Acontece que ter um carro pra mim nunca foi prioridade. Sem dúvida carro é um conforto, é bom ter, mas eu sempre achei que eu não precisava realmente de um. Eu podia pegar o ônibus para ir trabalhar, e ir de táxi para as baladas já que Santa Maria (RS) onde eu morava não é muito grande então as corridas de táxi são baratas. Eu achava que carro era um investimento muito caro, tanto para comprar como para manter (seguro, impostos, manutenção, etc.) e como pra mim não era algo indispensável eu preferia gastar o meu dinheiro em outras coisas que me traziam mais prazer ou até mesmo apenas guardá-lo, se mais tarde eu mudasse de idéia poderia dar uma entrada maior ou até mesmo comprar à vista.

Mas acredito que eu seja parte de uma minoria. A grande parte dos meus amigos comprou um carro assim que começou a trabalhar. Eu cansei de ter que responder à pergunta “e aí, quando vai comprar um carro?” a meus amigos e parentes e de ouvir “abre essa mão de vaca, deixa de ser pão duro e compra um carro de uma vez”. Obviamente devo ter algum problema. Quando eu respondia “ter um carro é legal, mas não tenho vontade de comprar um no momento” pela reação da outra pessoa eu imaginava que ela estava pensando em me internar num manicômio ou algo assim.

Demorei um tempo para entender que eu estava desafiando a ordem das coisas. Carro não é meio de transporte; é símbolo de status. Agora que tenho um emprego, tenho renda, não posso mais andar de ônibus. Tenho que ter meu próprio carro, uma afirmação da minha nova realidade sócio-econômica. Não interessa se tenho que financiar o carro em 99 prestações, se vou me apertar, com o carro eu sou diferente. Sou alguém. A prova disso é que muita gente compra um carro sem ter a mínima condição para tanto. O post que mencionei acima aborda exatamente isso:

Nem todo mundo pode ter um helicóptero. Engraçado, uma afirmação deste tipo raramente gera algum tipo de discussão - particularmente, nunca vi alguém discordar. O raciocínio por trás da verdade parece óbvio: um bicho desses custa uma fortuna, logo, só os muito ricos podem comprá-lo. Pois é, mas "antes fosse só isso", como já vi alguns deles dizerem. A questão está no custo de manutenção e nas agendas de reparo, afirmam também revistas especializadas.

Mas por que falar de helicópteros por aqui? Claro que estou longe de tal sonho, portanto o tema não tem relação nenhuma com a minha realidade. A verdade é que eu resolvi trazer tal afirmação para nosso dia a dia, tentando adaptá-la: tenho dito com frequência que nem todo mundo pode ter um carro.


Isso acontece freqüentemente também:

Tão logo o carro sai da concessionária ou loja e vai parar na garagem, algo mágico acontece em torno das finanças de muitas famílias: o automóvel se transforma em helicóptero. Quem paga o combustível do dia a dia? E o seguro, o IPVA, a troca de óleo, o pedágio, a manutenção preventiva (revisão), a troca de pneus, os pequenos reparos, o estacionamento, a lavagem? Advinhe o desfecho: a família deixa de priorizar momentos de alegria, qualidade de vida e bem-estar porque as despesas e o pesado carnê estrangulam suas finanças. Por 36, 48, 60, 72 meses.


E continua:

Se não for assim, o brasileiro não consegue comprar! Adoro ouvir frases como essa. O som das palavras é entusiasmado, repleto de sentimento e emoção. São justificativas vazias. E só. Na prática, o que acontece é muito diferente: o valor do carro, inflado pelos juros do financiamento a perder de vista, soma-se ao mundo de contas e despesas e, muitas vezes, o caos se instaura. A razão de alegria vai ficando encostada, mal tratada, perdendo muito de seu valor.

O conforto antes proporcionado se converte em carnês atrasados, impostos devidos e falta de manutenção. Com peças do mercado paralelo, a segurança começa a ficar comprometida e os passeios já não são tão divertidos. O carro enguiça, para no meio da serra e exige destreza quando seus pneus, completamente carecas, insistem em complicar a direção na chuva. Mas, é claro, o que importa é que a família tem um carro, ou melhor, um helicóptero. Imagine a cara dos vizinhos olhando para aquele bicho estacionado logo ali...


Hum... Preste a atenção na frase: ”Imagine a cara dos vizinhos olhando para aquele bicho estacionado logo ali”.

Tem mais:

Você já deve ter se dado conta de que sou daqueles que compra à vista, com desconto. Compartilho a breve narrativa da compra de meu automóvel atual, nos idos de 2007. Eu tinha cerca de R$ 45 mil para comprar o carro, guardados e poupados com muito trabalho. Ao analisar as opções, tarefa que levou 6 meses, optei por um carro de pouco mais de R$ 40 mil (completinho). Com a grana que tinha pude pagar o licenciamento, seguro, imposto etc. Ao contar feliz a novidade para os amigos, ouvi: "Burro, devia ter usado a boa grana como entrada e sair com um carrão bem melhor. Ou podia ter pego um usado importado ou de uma categoria acima, muito melhor também". Brindei ao burro e todos rimos bastante. O resto é história.


Bingo! Ele é burro, porque o correto é desfilar com o melhor carrão possível. Não interessa se não vai ter dinheiro para mais nada, nem para manter o carro, o que interessa é que é um carrão, que é de uma categoria acima.

Veja bem, não estou dizendo que todo mundo tem que andar de Fusca, nem criticando quem quer ter um carro bom. Quem não gosta de andar bem vestido, ou ter móveis bonitos no apartamento, ou um relógio legal? Tudo isso também é símbolo de status, afinal. E cada um gasta seu dinheiro da forma que melhor lhe convém. Só estou constatando uma realidade: a preocupação com o carro e o status no Brasil é muito grande (não só no Brasil, nos EUA também, mas só posso falar da realidade que conheço). Veja só, em outro post no mesmo blog:

Tratar da compra de um automóvel é assunto que sempre me traz muitos problemas. Por que? Ora, a matemática aplicada aos recursos disponíveis pelas famílias comprova, em muitos casos, que a compra do carro não é uma atitude saudável. Em alguns casos, tal gasto não é sequer necessário. Mal termino de demonstrar os efeitos da compra e os ruídos começam.

A fala ensaiada "Mas o crédito hoje em dia facilita a compra do carro. Afinal, agora podemos parcelar usando juros mais baixos e através de prestações também mais em conta" é uma das preferidas dos jovens loucos para ter um carro. O apelo "Usar o transporte público e andar de bicicleta são atos que envergonham meus filhos e acho que as prestações cabem em nosso orçamento" também é comum.


Guarde esta frase, vou comentar sobre isso depois: “Usar o transporte público e andar de bicicleta são atos que envergonham meus filhos”. No mesmo post:

Portanto, para o cidadão comum, carro não é investimento, não é ativo. Carro é passivo, é sinônimo de despesas e gastos extraordinários capazes de furar qualquer orçamento. Ah, e sem drama por favor. Isso é um alerta, não uma mensagem apocalíptica pregando a caminhada diária para o trabalho e dias de aperto no transporte público.

Se preferir, dou o recado de forma mais direta: há aqueles que, independente da oferta de crédito e do "chorôrô" da família, não podem ter um carro. Nem do mais simples e barato. Simples assim, muito embora muitas pessoas adorem vir até aqui e insistir nas patéticas desculpas que envolvem sociedade, cobrança, vergonha e orgulho. Interessante, humildade na compra do carro pouca gente gosta de discutir. Por que será?


Bom, já estou batendo demais na mesma tecla. Pra mim é escancarado que para muita gente carro é não apenas meio de transporte, mas símbolo de status e ascensão social. E muita gente faz o possível e impossível para ter um veículo que é totalmente incompatível com sua capacidade financeira, tudo pela oportunidade de mostrar o possante para o vizinho, ou para as gatinhas na balada, enfim. Para ser alguém. Porque quem anda à pé não pode ser alguém.

Mas aonde quero chegar? Quero fazer um paralelo com a Suécia.

Depois que vim para a Suécia fui exposto a uma cultura bem diferente. Uma cultura onde andar de ônibus ou de bicicleta não é vergonha nenhuma; pelo contrário, é totalmente encorajado. E aprendi com isso algumas coisas.

Na Suécia, é claro que as pessoas (estou falando de forma geral, não dá pra botar o povo todo de um país no mesmo saco e exceções sempre vão existir) também gostam de ter um carro legal mas não têm essa obsessão toda de comprar um carro acima de suas possibilidades. Nem de já sair comprando um carro só porque arranjou um emprego. Aqui, o povo compra um carro porque precisa ou tem as condições para isso. E muitos que têm carro mesmo assim vão trabalhar de ônibus ou de bicicleta.

Por que isso? Acontece que a Suécia é um país muito mais igualitário que o Brasil (não que seja muito difícil, o Brasil é um dos países mais desiguais do planeta) e não existe muito esse conceito de classe como existe no Brasil. Claro que há ricos e pobres, mas não é nem de longe o mesmo abismo. Não existe a preocupação de termos que nos diferenciar de, ou nos misturarmos com, a “classe que anda de ônibus”, da “classe que anda de bicicleta”.

Claro que um grande fator é que não dá para comparar a qualidade do transporte público. Os ônibus são limpos e silenciosos, em todas as paradas há a placas com as linhas e os horários (muitas delas são eletrônicas e mostram em tempo real quanto tempo falta para passar o ônibus) e os ônibus são na maioria das vezes pontuais. Se preferir pedalar, há ciclovias por todo o lugar, a maioria das calçadas tem espaço reservado para o tráfego de bicicletas, e quando não tem nenhum dos dois é perfeitamente seguro andar de bicicleta na rua porque todos os carros respeitam. (Em contrapartida é exigido que as bicicletas tenham buzina, luzes frontais e traseiras e refletores nas rodas. Se estiver andando na rua é obrigatório seguir todas as leis de trânsito, inclusive dando sinais de mão se for dobrar à esquerda ou direita. É obrigatório sempre dar preferência ao pedestre, se ele botar o pé na faixa tem que parar. Para tudo isso há multa para o descumprimento.)

Mas mesmo assim acho que grande parte do fator é cultural. Mesmo que no Brasil o transporte público fosse bom, e fosse seguro andar de bicicleta, será que seria normal ver gente engravatada no ônibus para ir trabalhar? Ver seu chefe chegando no serviço de bicicleta? Eu sinceramente tenho minhas dúvidas.

Aqui tudo isso é a coisa mais normal no mundo (acho que na Dinamarca mais ainda que na Suécia, vejam as fotos aqui das pessoas voltando do trabalho ou das bicicletas estacionadas na calçada). Já vi gente de terno e gravata pedalando. E esse comportamento é altamente estimulado pelos governos. Sabem por quê? Por uma realidade muito simples: as cidades não comportam que todo mundo tenha carro. Não há espaço. Não há lugar para todos.

Em absolutamente todos os lugares aqui tem que pagar para estacionar, e muitas vezes no centro não é nem possível passar de carro, o espaço é reservado apenas para pedestres (vide aqui e aqui). Estacionar é um problema, e os prédios não têm garagem: todo mundo têm que deixar o carro na rua (e pagar por isso, claro). No meu prédio há lugares na rua reservados, mas não para todos os apartamentos; o tempo médio de espera por uma vaga está em três anos.

Lembro que uma vez o Paulo Sant'Ana (pros leitores de fora do RS, é um famoso comentarista gaúcho) comentou que para ele um dos motivos do centro de Porto Alegre ser tão sujo e abandonado é porque carros não podem passar por ali, e que se isso fosse mudado o centro iria revitalizar-se. Na época concordei com ele, mas agora vendo os exemplos na Europa fui obrigado a mudar totalmente minha opinião. Isso que ele está pregando vai totalmente contra a direção que os países daqui estão tomando, e como eu conheço ambos os exemplos posso dizer sem medo de errar que o modelo daqui é muito melhor. Quanto menos carros, melhor fica.

Olhe o caos nas cidades brasileiras na hora do rush. A maioria dos carros tem apenas um ocupante. Faz sentido isso? Faz sentido o cara tirar o carro da garagem, gastar um tempão no congestionamento e gastar gasolina e poluir o ambiente para chegar no trabalho, estacionar e deixar o carro lá parado o dia inteiro ocupando espaço? Por que não investir no transporte público, por que não estimular as pessoas a ir de bicicleta e deixar o carro em casa?

Outro desestímulo é que os carros na Suécia não são nada baratos em comparação com o resto da Europa. Na Dinamarca é muito pior, tanto que eles consideram os carros na Suécia baratos. O imposto é caro, o seguro também. Ouvi falar que para tirar a carteira de motorista na Suécia, se o cara fizer todas as aulas teóricas e práticas, custa uns R$ 5.000. E para poder andar com o carro é obrigatório ter seguro que cobre terceiros, mas não aquele que protege você dos terceiros e sim o que protege os terceiros de você: se você bater e machucar alguém ou danificar alguma coisa a vítima está totalmente coberta pelo seu seguro. Não é como aqui onde se alguém é atropelado ou tem o carro danificado tem que torcer para o culpado ser rico e ter dinheiro para pagar, ou fica vendo navios.

Voltando à questão do status: no Brasil, ainda mais importante que ir trabalhar de carro é sair na noite de carro. Chegar na balada de táxi já não é visto como algo tão legal (se veio de táxi é porque não tem carro), e quem tem coragem de chegar de ônibus ou de bicicleta? Vai explicar pra alguém daqui que é popular no Brasil o povo se reunir num posto de gasolina para beber (!) e ficar exibindo as máquinas, quando não o sistema de som caríssimo e impor suas preferências musicais goela abaixo dos outros.

Aqui todo mundo vai na balada de ônibus ou bicicleta. Sabem por quê? Simplesmente porque é proibido beber e dirigir, é impensável, absolutamente ninguém faz isso. Já vi duas mulheres muito bonitas e bem vestidas indo embora da balada de bicicleta, uma pedalando e a outra na garupa. É normal. Na verdade até isso muita gente evita de fazer, porque se a pessoa for pega pela polícia andando de bicicleta com nível de álcool no sangue acima do limite ela tem que pagar multa e se tiver carteira de motorista é apreendida, como se estivesse dirigindo um carro. Táxi é uma opção para poucos porque é extremamente caro.

Por causa de tudo isso não faz muito sentido ter um carro só por causa do status, afinal o que adianta se não dá pra chegar de carro nas baladas e mostrar pras gatinhas? A menos que queira ir para a balada e ficar bebendo água... Já no Brasil a gente acha que o nosso direito de sair de carro na noite vale mais do que a vida das pessoas que a gente vai colocar em risco quando voltamos dirigindo bêbados para casa. Tudo pelo status.

Mas mesmo assim é claro que existem na Suécia as pessoas que têm dinheiro e compram um carro legal, acima da média. Sabem o que muitas delas fazem? Mandam tirar o nome do modelo ou a potência do motor da lataria, para não chamar atenção. Porque têm vergonha. Porque não querem passar uma imagem de que se acham superiores às outras. Porque não querem que as outras pessoas achem que elas compraram o carro só para aparecer.

Surpreendente, não é? Já imaginou alguém no Brasil pagando R$ 100.000 por um carro ou caminhonete e mandando tirar o nome e a potência da lataria? Quando ouvi essa história a primeira vez achei a maior bobagem do mundo, mas agora que estou aqui por quase 3 anos estou começando a entender melhor. Virando sueco, talvez?

Moral da história: aqui não se dá tanta bola para carro. Isso é uma conseqüência de que de forma geral ninguém dá a mínima para o que você tem, tanto que quem tem não quer demonstrar.

No Brasil ainda dividimos a sociedade em castas. Duvida? Você tem empregada? Conhece alguém que tem? Digamos que ela trabalhe 40h por semana na sua casa, você aceita pagar para ela 60% do que você ganha, pagar FGTS, décimo-terceiro, férias? Não? Acha um absurdo? E por quê? Por que você merece e ela não? Não será porque considera o seu tempo, seu esforço, mais importante do que o dela?

Será que tanta gente abomina o ônibus porque o serviço é ruim (e é ruim mesmo, todo mundo sabe disso) ou porque vai se misturar com os “comuns”, a casta dos sem-carro? Será que não se anda de bicicleta porque é perigoso (e é muito, realmente) ou porque andar de bicicleta não pega bem para alguém mais abonado? Eu acho que é uma mistura dos dois, e você?

E por que os governos não investem no transporte público, em ciclovias? Elementar, meu caro Watson: porque isso é considerado coisa de pobre. Não dá voto. A classe média não está preocupada com isso, diminuir o IPI dos automóveis é muito mais importante porque isso sim é progresso: dá pra todo mundo comprar carro em 99 vezes, mostrar pro vizinho o “modelo superior”, e ficar exibindo o possante por horas enquanto está trancado no congestionamento cheirando fumaça todos os dias e se achando superior a todos os outros pobres coitados que estão ali no ônibus ao lado e não podem comprar um carro. Enquanto isso, na Europa, as pessoas estão deixando os carros em casa e andando de bicicleta, ou misturando-se aos plebeus nos ônibus, e quase não há buzinas ou poluição, o trânsito flui, se chega muito mais rápido ao destino e durante a semana as ruas têm mais vaga para quem precisa estacionar. Sem falar que é mais barato. Coitados dos europeus, não sabem como é bom ir trabalhar de carro. É progresso!

Em Faxinal do Soturno, uma cidadezinha do interior do RS onde mora minha mãe e onde qualquer lugar está no máximo a 10 minutos à pé de qualquer outro lugar, as pessoas vão de carro trabalhar. Ou quando tem um evento no clube, ou um casamento na Igreja, todo mundo vai de carro, mesmo aqueles que moram a 2 quadras dali. Faz sentido?

Pensem nisso. E vou ficando por aqui, feliz, andando de bicicleta pra lá e pra cá... :-)

P.S.: Se você de alguma forma se encaixa no perfil aqui descrito e se ofendeu, por favor não interprete como uma crítica pessoal. Cada um faz o que quiser com seu dinheiro. Só estou fazendo um questionamento à cultura do carro como símbolo de status, à obsessão das pessoas em ter um em detrimento à sua própria saúde financeira, ao achar que carro é sinônimo de progresso. Pense no que escrevi e tire suas próprias conclusões. Os comentários estão abertos pra quem concorda e discorda. Obrigado.