quarta-feira, 13 de abril de 2011

Saúde de primeiro mundo?

Duas notícias no jornal de hoje mostram que não é porque a Suécia é primeiro mundo que não acontecem barbaridades.


A primeira notícia
era de um caso onde uma mulher for ao médico porque estava com dores no estômago. O médico ouviu o coração, depois apalpou os seios e examinou-a na vagina e no reto. Na saída, o médico beijou-a na boca e tentou dar mais um beijo de língua. A mulher processou o médico mas o tribunal decidiu por inocentá-lo, mesmo havendo uma outra pessoa que testemunhou o beijo. A razão? "O testemunho era muito vago e faltavam detalhes". É difícil opinar sem saber detalhes do caso, mas para um país tão orgulhoso da igualdade de gêneros, da proteção à mulher e tudo o mais, acho a decisão no mínimo estranha.

A outra notícia era de um homem de 23 anos que ligou para a emergência e falou que estava com problemas para respirar. A enfermeira que o atendeu julgou que o caso não era uma emergência, e não mandou uma ambulância. Pouco tempo depois ele ligou novamente, dizendo que tinha desmaiado ao tentar levantar-se, mas novamente nenhuma ambulância foi despachada. Ela mandou o caso para um médico, que mais tarde ligou para a residência múltiplas vezes mas ninguém atendeu. Algumas horas depois, o vizinho encontrou o corpo do homem, morto em casa; a causa da morte foi ruptura do baço. O pai da vítima disse que o filho conversou com a atendente por 12 minutos e repetidas vezes pediu por uma ambulância, mas ninguém foi enviado à residência para checar sua condição.

[Adicionado em 02/06/2011] P.S.: Mais um caso de alguém que morreu porque a ambulância não veio.

9 comments:

Anônimo disse...

Vamos pensar da seguinte maneira, pelo menos aí o socorro não foi porque a enfermeira não mandou ambulancia. Aqui, não tem ambulância nem enfermeira!
Por favor né, não tem como comparar. O que aí é excessao e, possivelmente, choca a opinião publica aqui é a regra.
Menos!!!!

Leonardo disse...

Pode apontar no meu texto onde estou fazendo alguma comparação com o Brasil?

E porque no Brasil é pior então a situação passa a ser aceitável? Por essa lógica não podemos reclamar da saúde pública no Brasil, afinal no Sudão é pior.

Cada um que me aparece...

Cesar Augusto disse...

eae schenk, aí tu paga plano de saúde ? é mais caro comparado ao brasil ? e como é o serviço público ? faz um post a respeito. abraço

Anônimo disse...

E se eu te contar que fui ao medico para checar o que parecia uma dermatite de contato e a enfermeira (sim, pq dermato, só te atende se a pele estiver caindo haha) depois de 10 minutos de pesquisa no que parecia um "google medicinal" me disse q suspeitava que fossem "fungos" ou reacão por falta de sol, já que eu venho do quente Brasil, mas que nao tinha certeza, portanto, eu deveria voltar pra casa e esperar para que "piorassem" os sintomas e aí sim retornasse, vc acredita??
Saí de lá e comprei hidrocortisona na farmácia, ao menos não precisei de receita e a tal alergia sumiu.
Jana

Chico disse...

Infelizmente profissionais ruins e incompetentes tem em todo lugar!

May May disse...

Hey;

Vc não me conhece mas achei legal escrever dizendo q acompanho seu blog. Sou de SP e tenho muita vontade de morar na Europa, especialmente na Suécia :)

Não pare com o blog, por favor.

Ah... e as fotos do Flickr são lindas, parabéns.

Fabi disse...

Leo,
Teu blog está recebendo muitos comentários. Deverias ganhar dinheiro com ele. hehehe...
Beijão.

Anônimo disse...

Olá,
Sou Portuguesa a tentar arranjar emprego fora de Portugal. Que tal é a Suécia? Há emprego para arquitectos? E a Dinamarca?
Se tiveres tempo responde-me, ok?
Obrigada:
Carla
carlamendesdemorais@gmail.com

Mari disse...

Leonardo, td bem? descobri esses dias teu blog. Tbm moro na Suécia e estou listando os blogs de brasileiros na Suécia...dá uma olhada lá no blog e se souber de algum não listado, por favor me avise!

Sobre o post...as pessoas acham que a Europa é tudo de bom e mais um pouco. O sistema de saúde é bem diferente, eles não pensam na prevencao. Muito bom o post pra mostrar um pouco da realidade da Suécia.

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