Duas notícias no jornal de hoje mostram que não é porque a Suécia é primeiro mundo que não acontecem barbaridades.
A primeira notícia era de um caso onde uma mulher for ao médico porque estava com dores no estômago. O médico ouviu o coração, depois apalpou os seios e examinou-a na vagina e no reto. Na saída, o médico beijou-a na boca e tentou dar mais um beijo de língua. A mulher processou o médico mas o tribunal decidiu por inocentá-lo, mesmo havendo uma outra pessoa que testemunhou o beijo. A razão? "O testemunho era muito vago e faltavam detalhes". É difícil opinar sem saber detalhes do caso, mas para um país tão orgulhoso da igualdade de gêneros, da proteção à mulher e tudo o mais, acho a decisão no mínimo estranha.
A outra notícia era de um homem de 23 anos que ligou para a emergência e falou que estava com problemas para respirar. A enfermeira que o atendeu julgou que o caso não era uma emergência, e não mandou uma ambulância. Pouco tempo depois ele ligou novamente, dizendo que tinha desmaiado ao tentar levantar-se, mas novamente nenhuma ambulância foi despachada. Ela mandou o caso para um médico, que mais tarde ligou para a residência múltiplas vezes mas ninguém atendeu. Algumas horas depois, o vizinho encontrou o corpo do homem, morto em casa; a causa da morte foi ruptura do baço. O pai da vítima disse que o filho conversou com a atendente por 12 minutos e repetidas vezes pediu por uma ambulância, mas ninguém foi enviado à residência para checar sua condição.
[Adicionado em 02/06/2011] P.S.: Mais um caso de alguém que morreu porque a ambulância não veio.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Não sou ___, mas ...
Apareceu nos meus feeds do Google Reader este item aqui:
Isto me lembra algo que li uma vez, do Luis Fernando Verissimo se não me engano, onde ele diz que sempre quando se lê algo do tipo: não sou preconceituoso/racista/etc., mas... pode contar que depois do "mas" vem uma opinião extremamente preconceituosa ou racista.
Muita gente vai dizer: mas e não é verdade? De pronto, respondo: É. Tem gente que não sabe andar de avião. Muita gente, aliás. O que não consigo aceitar é atribuir isso à popularização das passagens aéreas, como se os passageiros de classe média-alta fossem um primor de comportamento.
Vou explicar por experiências próprias que tive em vôos entre a Europa e o Brasil. Não acredito que esses vôos estejam cheios dos tais "emergentes", até porque o "povão" não viaja para a Europa. Pois bem: em todos os vôos que eu peguei, eu senti vergonha de ser brasileiro. Vou dar alguns exemplos.
Uma coisa que sempre acontece em todos os vôos: no meio do vôo sempre acontece de em algum momento o comandante ligar o sinal de apertar os cintos. Pois bem, sempre acontece de alguma criatura decidir que aquele é o momento apropriado para ir no banheiro ou ficar passeando pelo corredor. Adivinha sempre de que país é o infeliz? Pra ter uma idéia, sempre vem o(a) comissário(a) que fala português vir chamar a atenção e mandar sentar porque pode ter certeza que é brasileiro. E o que é pior: já vi acontecer da pessoa ir sentar, e não passar nem 3 minutos e levantar de novo! A justificativa: cansei de ficar sentado...
Bom, não é só isso. Na penúltima vez que eu fui para o Brasil, voei de Air France. Quando o avião está iniciando o procedimento de pouso, começa toda aquela coisa padrão de anunciar em francês, inglês e português que todo mundo tem que sentar, as poltronas devem permanecer na vertical, etc. etc. O interessante é que depois deste anúncio é feito um outro, exclusivamente em português, reforçando a todos que devem permanecer sentados com os cintos afivelados e só devem levantar quando a aeronave abrir as portas. E o que acontece? Basta o avião encostar no chão e quase todo mundo começa a levantar e abrir os bagageiros. Não consigo ver nenhum estrangeiro fazendo isso. A comissária anuncia mais uma vez, exclusivamente em português, que todo mundo deve sentar porque a aeronave ainda não estacionou. É como falar com uma pedra, porque grande parte faz que não ouviu e continua o que estava fazendo. Mais alguns minutos e ela anuncia mais uma vez, já de forma ríspida e com a voz alterada, e mesmo assim uma parte não está nem aí. Ela finalmente desiste. Eu, enquanto isso, morrendo de vergonha enquanto vejo os estrangeiros no vôo sentados, entreolhando-se e comentando baixinho entre eles.
Outra situação, agora em dezembro: estava no aeroporto de Frankfurt esperando o vôo para o Brasil. Faltavam uns 20 minutos para o embarque, e um funcionário da Lufthansa dirigiu-se ao microfone para desculpar-se que o embarque iria atrasar por 5 minutos porque o reabastecimento estava demorando mais que o planejado (um parênteses para perguntar: quantas vezes alguém já viu uma companhia brasileira pedir desculpas adiantado porque o embarque vai demorar 5 minutos?). Bom, foi só ele se dirigir para o microfone que formou-se uma fila gigante para embarcar. Prestei atenção na fila e só via passaportes brasileiros. Ele ligou o microfone novamente e anunciou em alemão, inglês e português (ruim, de alemão, mas que ainda dava para entender) que o embarque só iria acontecer em 20 minutos e não havia motivo de formar a fila naquele momento. O que aconteceu? Ninguém se mexeu: ficou aquela fila atravancando toda a sala de embarque, atrapalhando as pessoas que precisavam entrar na sala. O funcionário, sendo alemão, só olhava consternado aquela cena bizarra. Passaram-se alguns minutos e ele anunciou que faltavam ainda 15 minutos, mas não mudou nada e ele desistiu. Na hora do embarque de verdade, ele disse que a prioridade eram os passageiros de primeira classe, pessoas com problemas de mobilidade, gestantes e pessoas com crianças pequenas. Poucos arredaram o pé da fila, então o que acontecia era que essas pessoas que embarcavam primeiro tinham que empurrar as outras para poder chegar até a plataforma. Enquanto isso eu me prestei a olhar em volta, nas outras salas (as paredes são de vidro) e em todos os outros vôos internacionais, com a mesma quantidade ou mais de gente, em nenhum acontecia isso. O vôo para o Brasil era o único onde tinha esse caos.
Nesse mesmo vôo tinham dois brasileiros, jovens e metidos a playboy, sentados algumas poltronas na frente da minha. Já no início do vôo estavam falando alto, quase gritando, dando risada e meio que fazendo algazarra. Por várias vezes o comissário foi lá chamar a atenção. Até que em certo momento os caras me puxaram uma garrafa de uísque e começaram a tomar (é proibido abrir bebida alcóolica no vôo); o comissário correu de volta, tomou a garrafa e teve que chamar o comandante lá da cabine para dar um ultimato: era o último aviso, se ele tivesse que voltar ali ele iria dar voz da prisão e os dois continuariam a viagem algemados e seriam entregues à Polícia Federal. Finalmente os caras se aquietaram.
Na hora do pouso a mesma coisa de sempre: um monte de gente levanta antes da hora...
Eu até presto atenção, pergunto pra mim mesmo se são só brasileiros que fazem essas coisas, mas sempre quando vejo algo assim só consigo identificar pessoas falando português ou com passaporte brasileiro na mão. E nunca vi nada parecido outros vôos, só os com origem ou destino no Brasil.
E estou falando aqui não de uns pobres coitados, mas de pessoas com um certo poder aquisitivo, que podem viajar à Europa e que tiveram acesso à educação, oportunidades, e tudo o mais. A grosseria e a falta de educação dessas pessoas são vergonhosas. Essa gente era pra ser a nata da sociedade! (Nem vou comentar a imagem que isso passa do nosso país. Às vezes o constrangimento é tal que dá vontade de esconder o passaporte.)
Então quando ouço que muita gente não sabe andar de avião, eu concordo plenamente. Mas o que me tira do sério é implicar que isso é uma coisa exclusiva do povão.
Não sou contra a venda de passagens a preços populares, mas esses novos passageiros precisam ser educados! Se a Gol quiser, eu dou o curso: “etiqueta no avião para a novíssima classe média”. Aliás, também não sou contra pobre, sabe, mas ele fedem, falam alto e me incomodam - mas não sou contra!
Isto me lembra algo que li uma vez, do Luis Fernando Verissimo se não me engano, onde ele diz que sempre quando se lê algo do tipo: não sou preconceituoso/racista/etc., mas... pode contar que depois do "mas" vem uma opinião extremamente preconceituosa ou racista.
Muita gente vai dizer: mas e não é verdade? De pronto, respondo: É. Tem gente que não sabe andar de avião. Muita gente, aliás. O que não consigo aceitar é atribuir isso à popularização das passagens aéreas, como se os passageiros de classe média-alta fossem um primor de comportamento.
Vou explicar por experiências próprias que tive em vôos entre a Europa e o Brasil. Não acredito que esses vôos estejam cheios dos tais "emergentes", até porque o "povão" não viaja para a Europa. Pois bem: em todos os vôos que eu peguei, eu senti vergonha de ser brasileiro. Vou dar alguns exemplos.
Uma coisa que sempre acontece em todos os vôos: no meio do vôo sempre acontece de em algum momento o comandante ligar o sinal de apertar os cintos. Pois bem, sempre acontece de alguma criatura decidir que aquele é o momento apropriado para ir no banheiro ou ficar passeando pelo corredor. Adivinha sempre de que país é o infeliz? Pra ter uma idéia, sempre vem o(a) comissário(a) que fala português vir chamar a atenção e mandar sentar porque pode ter certeza que é brasileiro. E o que é pior: já vi acontecer da pessoa ir sentar, e não passar nem 3 minutos e levantar de novo! A justificativa: cansei de ficar sentado...
Bom, não é só isso. Na penúltima vez que eu fui para o Brasil, voei de Air France. Quando o avião está iniciando o procedimento de pouso, começa toda aquela coisa padrão de anunciar em francês, inglês e português que todo mundo tem que sentar, as poltronas devem permanecer na vertical, etc. etc. O interessante é que depois deste anúncio é feito um outro, exclusivamente em português, reforçando a todos que devem permanecer sentados com os cintos afivelados e só devem levantar quando a aeronave abrir as portas. E o que acontece? Basta o avião encostar no chão e quase todo mundo começa a levantar e abrir os bagageiros. Não consigo ver nenhum estrangeiro fazendo isso. A comissária anuncia mais uma vez, exclusivamente em português, que todo mundo deve sentar porque a aeronave ainda não estacionou. É como falar com uma pedra, porque grande parte faz que não ouviu e continua o que estava fazendo. Mais alguns minutos e ela anuncia mais uma vez, já de forma ríspida e com a voz alterada, e mesmo assim uma parte não está nem aí. Ela finalmente desiste. Eu, enquanto isso, morrendo de vergonha enquanto vejo os estrangeiros no vôo sentados, entreolhando-se e comentando baixinho entre eles.
Outra situação, agora em dezembro: estava no aeroporto de Frankfurt esperando o vôo para o Brasil. Faltavam uns 20 minutos para o embarque, e um funcionário da Lufthansa dirigiu-se ao microfone para desculpar-se que o embarque iria atrasar por 5 minutos porque o reabastecimento estava demorando mais que o planejado (um parênteses para perguntar: quantas vezes alguém já viu uma companhia brasileira pedir desculpas adiantado porque o embarque vai demorar 5 minutos?). Bom, foi só ele se dirigir para o microfone que formou-se uma fila gigante para embarcar. Prestei atenção na fila e só via passaportes brasileiros. Ele ligou o microfone novamente e anunciou em alemão, inglês e português (ruim, de alemão, mas que ainda dava para entender) que o embarque só iria acontecer em 20 minutos e não havia motivo de formar a fila naquele momento. O que aconteceu? Ninguém se mexeu: ficou aquela fila atravancando toda a sala de embarque, atrapalhando as pessoas que precisavam entrar na sala. O funcionário, sendo alemão, só olhava consternado aquela cena bizarra. Passaram-se alguns minutos e ele anunciou que faltavam ainda 15 minutos, mas não mudou nada e ele desistiu. Na hora do embarque de verdade, ele disse que a prioridade eram os passageiros de primeira classe, pessoas com problemas de mobilidade, gestantes e pessoas com crianças pequenas. Poucos arredaram o pé da fila, então o que acontecia era que essas pessoas que embarcavam primeiro tinham que empurrar as outras para poder chegar até a plataforma. Enquanto isso eu me prestei a olhar em volta, nas outras salas (as paredes são de vidro) e em todos os outros vôos internacionais, com a mesma quantidade ou mais de gente, em nenhum acontecia isso. O vôo para o Brasil era o único onde tinha esse caos.
Nesse mesmo vôo tinham dois brasileiros, jovens e metidos a playboy, sentados algumas poltronas na frente da minha. Já no início do vôo estavam falando alto, quase gritando, dando risada e meio que fazendo algazarra. Por várias vezes o comissário foi lá chamar a atenção. Até que em certo momento os caras me puxaram uma garrafa de uísque e começaram a tomar (é proibido abrir bebida alcóolica no vôo); o comissário correu de volta, tomou a garrafa e teve que chamar o comandante lá da cabine para dar um ultimato: era o último aviso, se ele tivesse que voltar ali ele iria dar voz da prisão e os dois continuariam a viagem algemados e seriam entregues à Polícia Federal. Finalmente os caras se aquietaram.
Na hora do pouso a mesma coisa de sempre: um monte de gente levanta antes da hora...
Eu até presto atenção, pergunto pra mim mesmo se são só brasileiros que fazem essas coisas, mas sempre quando vejo algo assim só consigo identificar pessoas falando português ou com passaporte brasileiro na mão. E nunca vi nada parecido outros vôos, só os com origem ou destino no Brasil.
E estou falando aqui não de uns pobres coitados, mas de pessoas com um certo poder aquisitivo, que podem viajar à Europa e que tiveram acesso à educação, oportunidades, e tudo o mais. A grosseria e a falta de educação dessas pessoas são vergonhosas. Essa gente era pra ser a nata da sociedade! (Nem vou comentar a imagem que isso passa do nosso país. Às vezes o constrangimento é tal que dá vontade de esconder o passaporte.)
Então quando ouço que muita gente não sabe andar de avião, eu concordo plenamente. Mas o que me tira do sério é implicar que isso é uma coisa exclusiva do povão.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Que dia!
Chego em casa e abro o navegador: novo terremoto no Japão; massacre em uma escola no Rio, com 11 mortos e mais de 20 feridos.
Agora me sinto mal em estar reclamando de uma bicicleta roubada.
Agora me sinto mal em estar reclamando de uma bicicleta roubada.
Na Escandinávia também tem ladrão
(Nossa, faz tanto tempo assim que não posto nada? Desculpem-me pelo blog às moscas.)
Ultimamente tenho usado o ônibus para ir à estação de trem. Em dezembro foi inaugurado o Citytunneln, um túnel que foi escavado por baixo da cidade (como se fosse um metrô), para evitar que o Öresundståg (o trem que conecta a Suécia com a Dinamarca) tivesse que fazer uma volta em torno da cidade como acontecia antes. Junto com o Citytunneln foram inauguradas duas novas estações, uma delas chamada Triangeln que está no meio da cidade e onde o trem para depois de sair da estação central de Malmö. O bom é que a linha de ônibus que passa bem na frente de casa pára lá, então como o inverno estava bem rigoroso e eu queria experimentar, passei a pegar o ônibus para ir trabalhar.
Acabei continuando com o hábito, pois minha bicicleta estava dando problema na troca de algumas marchas e eu queria levar arrumar, e eu não sentia confiança em deixar ela o dia inteiro lá no Triangeln sem antes comprar uma tranca mais reforçada do que a que eu tenho.
Pois bem, algumas semanas atrás levei a bicicleta para arrumar (custou 600 coroas suecas, ou por volta de 150 reais) e só faltava comprar uma tranca nova, o que eu pretendia fazer neste fim de semana.
Hoje, logo após de descer do ônibus, lembrei que tinha que comprar pão então fui direto para o estacionamento na frente do prédio pra pegar a minha bicicleta. E não é que ela não estava lá? Usei ela pela última vez na segunda-feira, também para ir no mercado, e entre segunda e hoje (quinta-feira) algum maldito filho da puta desgraçado a roubou! Logo agora que eu mandei arrumar, ainda por cima!
O pior é que não é a primeira vez que acontece isso comigo: ano passado eu ganhei uma bicicleta de um colega de trabalho que se mudou para a França, e eu usava ela na Dinamarca para ir da estação de onde desço até o trabalho (o que de bicicleta dá 5 minutos). Era uma bicicleta bem porcaria, afinal ganhei de graça, mas só para fazer esse pequeno trajeto era o suficiente. Como ela ficava todas as noites no estacionamento de bicicletas da estação, não chegou a fazer 3 meses e ela foi roubada. E o que é pior, exatamente no dia que eu tinha planejado ir depois do serviço comprar uma tranca melhor, de manhã ela sumiu.
No caso da bicicleta que eu ganhei eu não dei muita bola, afinal eu não paguei nada por ela. Mas a que eu tinha aqui na Suécia era uma bicicleta das boas que custou quase R$ 2.000!
Moral da história: compre a tranca antes da bicicleta (tem gente que precisa levar na cabeça duas vezes para aprender). E não pense que aqui também não tem ladrão.
Filho da puta!!!
Ultimamente tenho usado o ônibus para ir à estação de trem. Em dezembro foi inaugurado o Citytunneln, um túnel que foi escavado por baixo da cidade (como se fosse um metrô), para evitar que o Öresundståg (o trem que conecta a Suécia com a Dinamarca) tivesse que fazer uma volta em torno da cidade como acontecia antes. Junto com o Citytunneln foram inauguradas duas novas estações, uma delas chamada Triangeln que está no meio da cidade e onde o trem para depois de sair da estação central de Malmö. O bom é que a linha de ônibus que passa bem na frente de casa pára lá, então como o inverno estava bem rigoroso e eu queria experimentar, passei a pegar o ônibus para ir trabalhar.
Acabei continuando com o hábito, pois minha bicicleta estava dando problema na troca de algumas marchas e eu queria levar arrumar, e eu não sentia confiança em deixar ela o dia inteiro lá no Triangeln sem antes comprar uma tranca mais reforçada do que a que eu tenho.
Pois bem, algumas semanas atrás levei a bicicleta para arrumar (custou 600 coroas suecas, ou por volta de 150 reais) e só faltava comprar uma tranca nova, o que eu pretendia fazer neste fim de semana.
Hoje, logo após de descer do ônibus, lembrei que tinha que comprar pão então fui direto para o estacionamento na frente do prédio pra pegar a minha bicicleta. E não é que ela não estava lá? Usei ela pela última vez na segunda-feira, também para ir no mercado, e entre segunda e hoje (quinta-feira) algum maldito filho da puta desgraçado a roubou! Logo agora que eu mandei arrumar, ainda por cima!
O pior é que não é a primeira vez que acontece isso comigo: ano passado eu ganhei uma bicicleta de um colega de trabalho que se mudou para a França, e eu usava ela na Dinamarca para ir da estação de onde desço até o trabalho (o que de bicicleta dá 5 minutos). Era uma bicicleta bem porcaria, afinal ganhei de graça, mas só para fazer esse pequeno trajeto era o suficiente. Como ela ficava todas as noites no estacionamento de bicicletas da estação, não chegou a fazer 3 meses e ela foi roubada. E o que é pior, exatamente no dia que eu tinha planejado ir depois do serviço comprar uma tranca melhor, de manhã ela sumiu.
No caso da bicicleta que eu ganhei eu não dei muita bola, afinal eu não paguei nada por ela. Mas a que eu tinha aqui na Suécia era uma bicicleta das boas que custou quase R$ 2.000!
Moral da história: compre a tranca antes da bicicleta (tem gente que precisa levar na cabeça duas vezes para aprender). E não pense que aqui também não tem ladrão.
Filho da puta!!!
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