Finalmente chegou a hora de contar como foi a minha viagem à Riga, capital da Letônia. Eu sei que neste post eu prometi pro fim de semana, mas não disse qual. :-) Sei que é uma vergonha, fiquei quase um mês sem postar, mas as coisas têm sido meio corridas — e como tem feito tempo bom não tenho ficado muito em casa nos fins de semana: melhor aproveitar o sol enquanto posso.
Enfim, vamos lá.
Fomos pra Riga eu e mais 16 pessoas, praticamente uma excursão. Se não me engano entre todos tinham 10 nacionalidades: Brasil, Alemanha, França, Holanda, Rússia, EUA, Índia, Colômbia, México, e Irã. Alugamos duas vans e no primeiro dia de maio saímos de manhã cedo em direção à Estocolmo, pois nosso navio ia sair às 17h.
Depois de embarcar no navio e dar uma cochiladinha básica pra agüentar a noite inteira fazendo festa (eu tinha acordado às 5 da manhã), saí pra conhecer o navio por dentro e jantar. Depois da janta nos encontramos numa cabine pra dar uma “calibrada”, já que a maioria do pessoal tinha trazido álcool de casa (e comprar no bar era caro, pelo menos pra maioria que era estudante). Depois de enchido o tanque, fomos pro salão de festa do navio ver um show com dançarinas da Estônia, que por sinal são bem ajeitadinhas. :-)
Depois de algum tempo a agitação lá acabou e fomos prum outro local que tinha uma pista de dança, onde tinha um pessoal dançando — umas gurias da Letônia, inclusive — e por lá ficamos pelo resto da noite.
O navio chegou em Riga às 11 da manhã (hora local). Tínhamos que embarcar de novo às 16h30, pois às 17h o navio ia voltar pra Estocolmo. Eu tenho um amigo meu que mora em Riga (pra quem conhece, é o Gonçalo) e já tinha avisado ele que a gente vinha, assim ele já estava esperando a gente no porto pra nos servir de guia pela cidade.
Como não tínhamos muito tempo, não conseguimos ver muita coisa. Basicamente só andamos pelo centro, almoçamos, e demos mais algumas voltas. Achei a cidade interessante, embora pra falar a verdade não se tem muita coisa pra ver.
Andando pela cidade eu encontrei mais de uma vez gurias caminhando com uma flor na mão. Perguntei pro Gonçalo o que era aquilo, e ele me contou uma história interessante. As gurias de Riga são em geral bem conservadoras: pra elas não existe o conceito de “ficar”. O cara tem que bater um papo, pegar o telefone, convidar pra sair, essas coisas. No primeiro encontro o cara tem que levar uma flor e entregar pra guria, que sai toda orgulhosinha com o cara numa mão e a flor na outra. Parece 50 anos atrás! Daí eu comentei com ele: foi por isso que eu passei a noite inteira trovando uma guria da Letônia no navio, senti que ela deu moral, e na hora que tentei beijar ela não quis! :D Ele me disse: “pois é, pode esquecer beijar na primeira noite”. Se eu soubesse disso tinha tentado uma outra nacionalidade. ;-)
Bom, logo chegou a hora de voltar. Me despedi do meu amigo, embarquei no navio, e dei uma outra cochiladinha básica para poder aproveitar a noite. O plano era mais ou menos o mesmo da noite anterior (exceto que gurias da Letônia pra mim agora estavam fora): concentração, assistir ao show com as dançarinas, pista de dança. Quando fomos pra pista de dança tava rolando um karaokê. Um alemão tava a fim de cantar, daí botou o nome dele e mais 3 pessoas. Quando chegou a vez dele, vi que me chamaram também — tinham botado o meu nome! Subitamente estava eu em cima do palco, e nunca tinha ouvido nem falar na tal música que eu tinha que cantar. O pior: eu estava compartilhando o microfone com um francês, que por sinal também tava lá porque o alemão botou o nome dele, e também não fazia a mínima idéia de qual era a música. Todos sabemos que o álcool nos faz cantar melhor, principalmente quando a gente não sabe a letra, então minha performance foi excepcional. A platéia não gostou muito, mas azar deles não ter bebido.
Acho que depois disso resolveram acabar com o karaokê, e abriram então a pista de dança. Ficamos ali dançando e tal, e na pista conhecemos duas gurias suecas bem simpáticas. Elas ficaram juntas com a gente, conversamos bastante, e quando nos demos por conta já estava amanhecendo. Resolvemos ir pro lado de fora do navio ver o nascer-do-sol. Quando fui pegar meu casaco, a surpresa: meu casaco tinha sumido! Deixei ele na cadeira quando estava dançando, e alguém pegou. Procurei em tudo que era lugar, mas nada. PQP!
Bom, agora foi. Fomos pro lado de fora igual, devia estar uns 3 graus (mas com o vento parecia menos) e eu de manga curta. A sorte foi que as gurias também estavam com frio e elas foram na cabine delas pegar um cobertor, que eu compartilhei. Mesmo com o cobertor eu estava morrendo de frio, então agüentei apenas 1h e tive que descer pra cabine ou eu ia congelar ali.
Chegamos em Estocolmo às 11h de sábado, dia 3. Tentei falar com o pessoal do navio pra ver se tinham achado um casaco, mas nada. Eu gostava daquele casaco! Conformado, desembarquei do navio e saímos aproveitar o dia lindo que estava fazendo para caminhar pelo centro.
De tardezinha fomos pra casa do Niklas, meu amigo sueco que mora em Estocolmo, e fizemos um churras (de grelha). Depois resolvemos ir numa boate, nos arrumamos e fomos pro centro. Quando chegamos no local, todo mundo entrou menos um: barraram o Niklas, o único sueco do grupo! Pra quem não sabe, aqui os seguranças escolhem quem entra ou não nas festas. Se não vão com a tua cara, tu não entra. Por algum motivo não foram com a cara do Niklas e ele não entrou. Bom, todo mundo então saiu e tivemos que achar outro lugar. No fim acabamos achando outro, mas era já 1h passada e os troços fecham às 3h, mas foi o suficiente pra nos divertirmos um pouco.
No domingo demos mais umas voltas por Estocolmo e à tarde voltamos pra Ronneby. Cheguei em casa aí pela 1 da manhã, cansado mas feliz. Me diverti bastante.
P.S.: As fotos de Riga estão aqui. Não tem muitas, pois fiquei apenas algumas horas na cidade.
5 comentários:
Fotos das suecas, pliz!
Hahaha! Consumiram com o teu casaco!
Bah meu! Tu reclama dessas aí que tem que trovar, levar flor e etc.! Mas essas aí é que são para casar! Das outras, tu só podes esperar um par de chifres!
Já ouviu falar em romantismo?
As conquistas mais difíceis são as mais recompensadoras! Não se ofenda, não foi minha intenção!
Valeu meu!
Um abraço!
Não sou contra o romantismo, pelo contrário. Mas tudo tem hora e local. Quando tu tá numa viagem que vai durar dois dias, tu não tá a fim de perder tempo com essas, digamos, "futilidades", não é? ;-)
Sim sim sim, aqui em Joinville tb tem que dar flor. Flor, sapato, bota, casaco, anel, colar, ir ao bar, baladinha, praia, viagem. Elas ficam com sorriso lindo tb. Háa, ia esquecendo, todas essas são pra casar. Eu garanto.
Sim sim! Concordo!
Hehehehe!
O que o "Curí" disse também tem fundamento!
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